Coluna do Sushi – “Building a dream” – 4-Colors control
“Building a dream” – 4-Colors control
Olá a todos! E, hoje irei falar sobre um deck que, aparentemente, “não existe”. Ultimamente, o t2 atual me deixa muito insatisfeito a ponto de reclamar de (quase) tudo que existe. UW Delver (Illusions), UW Humans, GX Wolf Run, etc. Joguei com alguns decks control para testar o formato. Comecei com um UW control que ia 03 Timely Reinforcements no main deck, mas conforme eu fui jogando percebi que era atropelado pelo UW Delver e o UW Humans (Sim, mesmo tendo a combinação Timely Reinforcements+Snapcaster Mage). Começava aí meu desespero em relação a qual deck jogar. Toda vez que eu via o metagame lotado de decks “aggros”, imediatamente vinha uma lista de um deck UB control com várias remoções e criaturas poderosas como Grave Titan e Consecrated Sphinx.
Mas, após o campeonato mundial de 2011, vemos que minha visão sobre o UB estava totalmente errada. O deck realmente não apresentou os resultados esperados. Mas, a grande surpresa estava na lista do Patrick Chapin: um “4-colors” control que utiliza Olivia Voldaren como maior surpresa, fazendo um ótimo resultado no Standard (5-1). Analisando a lista, vejo que o deck realmente me parece bom e acabo montando para testá-lo. Assim que começo a jogar com o deck, realmente eu sinto que o deck tem, teoricamente, todas as respostas para o metagame atual. O grande problema é você conjurá-las na hora certa e, de vez em quando, o Desperate Ravings não é tão vantajoso, descartando uma ameaça ou uma carta-chave. Outro problema é ver a quantidade de empates que arranjei durante os campeonatos. Por ser um controle com poucas kills, não foi difícil empatar com os outros controles do formato. Bem, acabei desistindo deste deck, apesar de adorar a Olivia Voldaren e a Liliana of the Veil.
Mais tarde, Gerry Thompson lança uma lista de um “5-colors” control que utiliza Pacifism e Pristine Talisman, atingindo um top8 no evento Open da Starcity. Novamente, monto esta lista para testar o deck. E, jogando com o deck, vejo que realmente o deck sofre bastante com a base de mana. Logo eu desisto do deck (apesar de que, eu considero este deck como um bom deck.) e recomeça a minha luta para achar uma lista que me agrade. Com a falta de novos decks, resolvi montar uma lista de um “rainbow” deck para não ficar preso ao “netdeck”.
Inicialmente, queria jogar com cartas até então consideradas poderosas no formato. Sempre achei Beast Within uma carta fantástica, só que o seu drawback é muito relevante neste formato. Após pensar bastante em como lidar com os principais decks do formato, chego à seguinte lista:
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Main Deck 60 cards |
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| 1 Blackcleave Cliffs
1 Forest 4 Island 5 Mountain 26 lands 5 creatures 1 Negate 24 other spells 5 planeswalkers Sideboard 1 Negate 15 sideboard cards |
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Primeiramente, eu queria esclarecer algumas coisas sobre este deck: ele é uma “variante” do deck do Chapin, só que eu troquei a cor preta pelo verde para jogar com o Garruk Relentless. Então, vamos às principais questões que me atormentaram até chegar nesta lista:
- Beast Within: Queria usar esta carta por ser absurda. O fato de uma ficha 3/3 entrar sob o controle do seu oponente ainda é relevante, mas eu imagino que há algumas ameaças piores. Na pior das hipóteses, ela pode “fornecer” uma criatura 3/3 em troca de um terreno ou alguma permanente irrelevante que esteja sob seu controle.
- Incinerate X Galvanic Blast: Neste caso, eu realmente fui levado pela emoção. Galvanic Blast, depois de muitas discussões, é BEM MELHOR do que Incinerate. Mas, dependendo do metagame, eu jogaria com os dois facilmente. O fato que poderia mudar minha opinião é a existência de alguma criatura com regeneração que possa incomodar (Skithiryx, the Blight Dragon). Outra carta que poderia aparecer neste deck é o Gut Shot.
- Chandra, Firebrand: Outro caso que fui levado pela emoção. Com certeza, é bem melhor que ela seja o quarto Snapcaster Mage ou que ela seja outra ameaça do que jogar com um planinauta que “praticamente” não faz nada. Depois de muitos testes, cheguei à conclusão que este planinauta é linear: ou você joga com um deck que gire em torno dela ou não faça o esforço de colocá-la no deck (com exceção do Monored).
- Think Twice X Desperate Ravings: Aqui a decisão foi muito difícil. Inicialmente, a idéia era jogar com Desperate Ravings porque esta carta tem mais visibilidade em relação ao Think Twice. Mas, neste deck que as kills são limitadas, eu não posso correr o risco de perder uma ameaça “aleatoriamente”. Então, minha escolha para o deck foi o Think Twice.
- Phyrexian Metamorph X Phantasmal Image: Diversos jogadores me criticaram por usar o Phyrexian Metamorph ao invés de usar o Phantasmal Image. O fato do Phantasmal Image custar 2 manas realmente é um bom argumento mas, eu cansei de perder para o maldito Kessig Wolf Run. Então, eu coloquei o Phyrexian Metamorph para evitar este problema. Realmente, custar 1 a mais e dois de vida ou 1U, faz com que ele seja pior contra o UW Delver e o UW Humans (ambos para lidar com Geist of Saint Traft). Contra o Wolf Run, é quase que irrelevante (para lidar com o Thrun, the Last Troll), além de poder copiar um Primeval Titan ou um Inferno Titan sem perder para a Kessig Wolf Run.
Imagino que haja outras cartas que possam entrar ou sair do deck, mas isto é discussão para outro artigo. No próximo artigo, irei comentar sobre as partidas e como o deck se comporta em relação aos decks do formato e sugestões de cartas para este deck. Sugestões e críticas (desde que positivas) serão bem aceitas. Então, até o próximo artigo!


